11 de Junho de 2008

Entrevista com o Trotta

Trotta na All TVCerta vez, apostei com uma amiga que ela alcançaria o status de blogstar antes de mim. Para ser simpática, claro, ela disse que seria eu quem alcançaria esse nível antes dela. Não que a gente se importe com isso, imagina! Mas, de qualquer forma, como essa qualificação é muito subjetiva, ficou estabelecido que o primeiro que desse uma entrevista para qualquer lugar deveria admitir que era um blogstar. Valia uma pizza. Harpa, eu te devo uma pizza.

No próximo domingo dia 15, a partir das 18 horas, eu serei entrevistado ao vivo no programa Lounge Cultural, da All TV. Falarei sobre minhas (ins)pirações, e sobre o que me influencia quando eu tento produzir cultura. Agradeço ao meu amigo Luiz Marcondes pelo convite, e pela oportunidade única de mostrar que uma pessoa que já trabalhou como designer digital, ilustrador, ator de teatro, dublador, tradutor, baterista, pseudo-jornalista, assessor de imprensa (de si mesmo), fotógrafo, supervisor de ensino à distância... mesmo assim PODE ser desinteressante e sem graça.

Quem não me conhece ainda, terá a chance de ouvir minha voz, saber como sou, como penso, de onde vim e, quiçá, para onde vou. Quem já me conhece terá a chance de me ver falar bobagens, pensar bobagens, e fazer bobagens, tudo ao mesmo tempo e na TV ao vivo.

Bem, na verdade, não será na televisão. Para assistir ao Lounge Cultural, basta ter a versão mais recente do Windows Media Player instalado em seu computador, e então é só acessar o site da All TV às 18 horas de domingo. O programa é exibido online, via internet, em seu computador. Por ser ao vivo, você também poderá participar através do chat "linha direta" (logo abaixo do video), enviando perguntas que serão lidas durante o programa. Acesse agora, faça um teste, veja o que está passando e aproveite para verificar se seu sistema é compatível com o site. Se não conseguir acessar, fale comigo antes de domingo. Anote na agenda, sua audiência é indispensável!

Meus amigos, enviem muitas perguntas durante o programa, tantas quantas vocês puderem. Aproveitem, perguntem tudo o que vocês sempre quiseram saber sobre mim. Meus inimigos, enviem também muitas perguntas. Caprichem, tentem me deixar sem graça na televisão ao vivo. Esta é a sua chance.

Eu prometo que, neste domingo, sua vida vai mudar. Ou não.

10 de Junho de 2008

Babacaram o Indiana Jones (2 de 2)

Indiana Jones 4Continuo com a reprodução dos pensamentos que tive enquanto assistia Indiana Jones 4. Se não leu ainda, comece pela parte 1.

***

Indy e Mutt são levados prisioneiros para um acampamento russo, no meio da floresta, onde os soldados estão... dançando... em volta... da fogueira. Okaaaay, deve ser algum costume do exército russo com o qual eu não estou familiarizado. Lá eles encontram o Prof. Oxley, que ficou maluco por conta da caveira. E está também a Marion, namorada do Indiana Jones no primeiro filme! Ela é a companheira mais legal de todos os filmes, foi uma ótima idéia a terem trazido de volta.

Os russos montam uma parafernália para tentar novamente ler a mente do Dr. Jones. E a caveira fala com o Dr. Jones. Por quê fala com ele e não fala com os russos? Não sei. Só sei que ele descobre que a caveira tem de ser levada para algum lugar, no meio da selva, onde supostamente tem uma cidade de ouro. O Indiana também pega mais pistas com o Oxley, quando percebe que ele estava tentando desenhar no ar. Isso foi bacana, dedução Indiana Jones. Enfim, se mandam.

Areia MovediçaEles quase conseguem fugir, caem na areia movediça, e tem a cena da cobra, que é uma das mais legais de todos os tempos! O Mutt tenta usar a cobra como corda pra tirar o Indiana da areia movediça, e fica repetidamente arremessando a cobra na cara dele. E todo mundo sabe que o Indiana Jones odeia cobras! A expressão que o Harrison Ford faz é impagável! Essa cena tá sensacional, eu gargalhava no cinema! E de quebra, a Marion já anunciou que o Mutts é filho do Indiana. Todo mundo já tinha sacado isso desde a primeira cena dos dois, achei ótimo que o filme tenha dado essa informação assim de cara, sem lenga-lenga. Ah, quem sabe o filme não vá ser tão ruim assim, né? Pelo menos não tem alienígenas. Ahan.

Eis que enfim eles escapam. Perseguição em alta velocidade com jipes, caminhões, tanques! Nessas cenas, quem aparece mais é o Mutts, meio que pra mostrar que é da família Jones mesmo, deixou o papai orgulhoso! A não ser quando virou Tarzan. Ele ficou pra trás e encontrou uns macacos, que instantaneamente viram amigos dele. O macaco de computação gráfica olha pra ele e faz cara de "ué". Você está contando? Eu estou, é a terceira vez com a mesma piadinha. Todas com animais em 3D. Parabéns, Goeorge Lucas! Em seguida, Mutts vai se balançando em cipós até cair no jipe novamente e continuar na perseguição. E os macacos pulam nos russos e os derrubam de seus carros, claro, porque macacos provavelmente farejam quem é mocinho e quem é bandido.

Família JonesE no meio da perseguição o Mac vira amigo do Indy de novo, e depois inimigo, e depois amigo de novo. Ele muda tanto de lado que não dá pra se surpreender com essas "viradas de trama", é uma completa furada. Daí os carros caem bem em cima de um formigueiro gigante, e a perseguição acaba. Formigas saúvas gigantes rapidamente engolem os carros. Só escapam a família Jones, o Prof. Oxley biruta, a russa-chefe, e um russo grandalhão. Sobra mais uma vez para o Indiana Jones vencer o grandalhão na porrada, e essa cena também é legal. No final, claro, o grandalhão perde e é devorado pelas formigas. Aí, do nada, a Marion surge com o mesmo carro que havia sido coberto pelas formigas antes! Como ela fez isso? Alguém pode me dizer? Quem sabe ela teve a ajuda dos garotos do começo do filme, do Bob, das crianças com máscaras de caveira, ou dos macacos e toupeiras em 3D, né? Vai ver foi isso.

Depois tem a cena das cataratas. Muito boa! Eles fogem pelo tal do Rio Sono, que existe mesmo no norte do Brasil, e encontram as cataratas do Iguaçu, que ficam no sul do Brasil. Você sabe, Brasil e Peru é tudo ali pertinho. O barco cai três vezes de uma altura de alguns milhares de metros, e o Indiana Jones nem perde o chapéu. Isso! É isso aí, George Lucas, esse é o Indiana Jones! Tudo acontece e nem um arranhão. E sem perder o chapéu. Agora tá certo, essa cena sim foi boa.

E então, por pura sorte, o Indiana dá de cara com a entrada para a cidade perdida. As escrituras lá dentro mostram que existem outras caveiras de cristal, e que elas vieram dos céus. Sim, dos céus. Alienígenas. Não dá mais pra tapar o sol com a peneira, as caveiras são mesmo de extra-terrestres e é melhor esperar logo pelo pior. O final do filme certamente será uma m*rda.

Enfim, enquanto isso, a família é atacada por dezenas de índios astecas. O que eles faziam em plenos anos 60, perdidos na floresta? Por quê atacaram? Não sei, mas bastou mostrar a caveira de cristal para os índios ficarem com medo, então não deu nem pro cheiro. Mais pra frente, no topo de uma pirâmide asteca, está a entrada para a sala das caveiras de cristal. Como encontrar esta entrada? Enigmas? Deduções? Não, é só sair batendo nas cabeças de pedra das paredes, claro! Epa, o chão se abriu! Quem precisa de chave dourada, não é verdade?

Em seguida, finalmente uma armadilha! Uma escada cujos degraus vão sumindo, para derrubar as pessoas em espetos do chão. Foi legal, embora eles tenham descido meio facilmente. Passam por uma antesala cheia de tesouros egípcios, maias, astecas, incas, mesopotâmeas... enfim, de todos os povos da antiguidade. O Mac, que à essa altura é amigo e está junto com eles, enche os bolsos com ouro, mas está longe de ser uma cidade de ouro.

Na sala seguinte, que é aberta ridiculamente fácil pelo Indiana Jones, ficam os 12 esqueletos de alienígenas de cristal, sentados em seus tronos. Um deles tem a cabeça faltando. Aí os russos chegam, estavam vindo atrás de cada passo da família Jones, porque o Mac — que surpresa — na verdade era inimigo e estava lançando localizadores no chão, para que eles pudessem ser seguidos. A cabeça de cristal é colocada em seu lugar, completando o último esqueleto alienígena. Tudo começa a tremer. Tem uma sequência ridícula com os esqueletos se tornando um só e ganhando forma de um alienígena mesmo, feito em computação gráfica, com direito a cara de mau e tudo. O ET despeja um excesso de informações na mente da russa e ela entra em colapso. A morte dela ficou legal, lembra os filmes anteriores mesmo! Mas o templo todo gira como uma grande batedeira.

A família Jones foge com o Prof. Oxley, e o Indiana fica pra trás, pra oferecer ajuda ao amigo/inimigo Mac. Mas ele responde algo do tipo "não, tudo bem, vou ficar por aqui mesmo, até mais"! Então ele morre idiotamente, tão idiota quanto seu personagem foi, durante o filme todo. E o templo sai do chão, revelando ser — adivinha? — um grande disco voador. Pois é. E levanta vôo e some no horizonte, juntamente com todas as minhas boas lembranças de filmes de Indiana Jones, e com toda a minha esperança de ver outro filme do arqueólogo tão bom quanto os anteriores. Fim.

No prólogo, o Indiana casa com a Marion, o que era esperado. Mas o legal mesmo é quando o filho dele faz menção de pegar o chapéu de Indiana Jones, dando a entender que agora seria ele a continuar com as aventuras. Isso confirmaria o medo de toda a platéia, de que o próximo filme seria sem o Harrison Ford. Porém, no último segundo, o pai Indiana Jones tira o chapéu da mão do filho, como quem diz para o público "calma, eu vou voltar". Isso foi genial, e pelo menos encerrou bem com a babaquice.

***

A intenção do filme foi boa, eles juntaram elementos da fórmula antiga para fazer um filme novo. Tem a companheira do Indiana, tem o grandalhão que o Indy vence na porrada, tem o amigo de longa data, tem o bicho asqueiroso da vez (cobras no primeiro, insetos no segundo, ratos no terceiro e formigas gigantes no quarto). E ainda deixaram em aberto uma possível continuação para um quinto filme. Achei válido evoluírem o personagem, passarem a fazer uma aventura em família. Sim, também é preciso colocar coisas em computação gráfica. Mas o conjunto final não funcionou, e Indiana Jones 4 acabou sendo um filme legalzinho, que funcionaria da mesma forma se fosse com o Brendan Fraser da Múmia, ou com o Nicholas Cage do Tesouro Perdido, no lugar do Indiana Jones.

Por fim, deu para ver que o Goerge Lucas realmente ficou gagá. Meu caro George, por favor, aprenda uma lição: Nunca JAMAIS se pode explicar uma história com alienígenas. Nem clones. Mas o George Lucas não sabe mais o que faz, resolveu se dedicar a estragar todas as obras de sucesso de sua carreira. Ainda bem que só foram duas.

Infelizmente, o saldo final é que Indiana Jones 4 está a anos luz da genialidade dos filmes anteriores. Você pode dizer que é culpa da minha expectativa de anos por esse filme, mas qualquer filme novo teria que viver a comparação com os filmes clássicos. E esse perde em todos os quesitos. Desejo melhor sorte para o Indiana 5! Talvez eu espere ele passar na Sessão da Tarde.

9 de Junho de 2008

Babacaram o Indiana Jones (1 de 2)

Indiana Jones 4Ouvi boatos de um novo filme do Indiana Jones pela primeira vez em 1998. Comecei a alimentar uma expectativa gigantesca, e nessa época o filme mais recente já tinha dez anos de idade. Imagine a minha empolgação quando estreou Indiana Jones 4 e o Reino da Caveira de Cristal! Fui no cinema na primeira oportunidade que tive. Registro aqui meus pensamentos — cheios de spoilers — mais ou menos como surgiram à medida que fui vendo o filme. Se você não assistiu ainda, não leia. Se já assistiu, relembre comigo e veja se concorda. Vamos lá.

***

Entrei no cinema munido da minha tradicional pipoca com Fanta™ laranja. O filme conta com os mesmos diretores e produtores, George Lucas e Steven Spielberg. Isso é ótimo! Mas eu tinha bem presente na memória a lambança que o George Lucas fez com os novos filmes de Star Wars, destruindo tudo de mais legal dos filmes anteriores. Ou seja, acendeu a luz amarela, já fui assistir com um alerta na minha cabeça.

Logo de cara, lembraram de começar o filme da mesma forma que os anteriores: A montanha do logotipo da Paramount vira um montinho de terra e dá início à primeira cena do filme. De dentro do montinho, eis que surge... uma toupeira feita em computação gráfica. Ela olha, faz cara de "ué", e foge. Um carro passa em alta velocidade. Serviu pra mostrar que este é um filme com alguns elementos dos filmes antigos, mas atualizado para os novos tempos. Legal.

A sequência que se segue mostra jovens genéricos, ouvindo Elvis e apostando corrida de carro, na estrada, no meio do nada. No final, ninguém ganha a corrida, eles passam, vão embora, e daí... daí nada. Saem de cena e nunca mais voltam. Não entendi muito por quê inventaram essa sequência, mas entendi que era para nos situar na época em que se passa a história, entre os anos 50 e 60. Tá, toupeira 3D, jovens genéricos, Elvis, tanto faz, legal, cadê o Indy? Já tava empolgado pra c*cete, pulando na cadeira.

RussosQuando o Indiana surge, é tesão para caráleo. Agora sim! Já chega preso pelos russos, rolam piadinhas e provocações, aquela coisa toda. Bem estilo Indiana Jones mesmo! Quer dizer, agora parece ser um Indiana usando roupas mais largonas, pra dar uma disfarçada que ele tá velho. Mas tudo bem, faz parte do contexto do filme, já que todo mundo o chama de vovô o tempo todo. Inclusive, um tal de Mac foi aprisionado junto com ele, e parece estar ali meio sobrando na cena, só pra conversarem em inglês. Epa, peraí! A russa-chefe tenta ler a mente do Indy. Olha a besteirada aí! Mas ela não consegue, o Indiana dá risada dela, eu também, e seguem em frente. Nesse momento, achei mesmo que não ia ficar legal ter inimigos leitores de mentes, e fiquei feliz de ver que não teria esse tipo de paranormalidade no filme. É, pois é. Vai vendo.

Na sequência, rolam altas cenas de ação, muito legais, embora um pouco menos rápidas do que antigamente, pro vovô Indiana Jones conseguir acompanhar. Porradaria, explosão, tudo do bom e do melhor! Aparece a Arca da Aliança, aquela mesma, do primeiro filme! Só que a arca que os russos procuravam era outra. Eles abriram, apareceu na tampa "Area 51", tinha uma mãozinha dentro, xiii... já vi tudo: Alienígenas. Mas tudo bem, só deve ser algo pra inciar o filme, não vão ter alienígenas na história toda. Depois vai surgir outro artefato, a caveira de cristal, nada a ver com a arca. É, então. Mas vamos seguir em frente, Indiana está de volta e chutando bundas! Beleza!

Aí o Indy vai preso pelos russos. Escapa deles, escapa de uma explosão nuclear, perfeito, estilo Indiana Jones mesmo. Só que provavelmente vai ter câncer. Depois que ele escapa, dá de cara com a mesma toupeira do começo, que olha pra ele e os dois fazem cara de "ué". Legal, engraçadinha a piada, foi pra isso que a toupera apareceu no começo. Piadinha de criança, estilo do George Lucas. Pronto, já foi, que bom! Tchau toupeira!

Depois o Indiana é resgatado por um pessoal americano, que começa a falar de novo de alienígenas. Olha eles aí. Ah não, mas não é possível que vão ter alienígenas no filme, né? Não não, ainda é só pra dar início, depois muda. Os americanos pensam que o Indy é comunista, querem prendê-lo também. Até que surge um general, se apresenta, aperta a mão do Dr. Jones, que diz "oi Bob, há quanto tempo"! Logo de cara você nota que eles têm uma conexão, são amigos de longa data. O Bob faz lá um discurso — "esse homem é um herói nacional!" — libera a cara do Dr. Jones, e sai de cena. Nunca mais volta também. Quem diabos é Bob? Não sei, mas deve estar com os garotos do começo do filme agora, apostando corrida com seus carros e toupeiras em 3D.

O Indiana já estava no trem indo embora, de chapéu e tudo, quando um jovenzinho o convence de descer do trem e ir tomar café com ele. É o Mutts, interpretado pelo Shia LeBeouf, o mesmo de Transformers. Esse cara é legal. Daí eles vão, tomam café, o Mutts fala da caveira de cristal, e dá todos os motivos para o Indiana Jones ir atrás dela. Está inaugurada a missão principal do filme e eu posso ficar tranquilo e sossegado, porque os alienígenas não voltam mais! Eba!

Dois caras da KGB estão no café. Eles tentam aprisionar o Dr. Jones. Provocam uma briga, tumulto! Pra despistar os caras da KGB, o Indiana coloca seu chapéu na cabeça de um garoto qualquer, e foge junto com o Mutts! Eles pegam a moto, eles vão embora! E... e... E O CHAPÉU? Não não, o Indiana Jones já quase perdeu o braço no segundo filme só pra pegar o chapéu, ele não vai deixar o chapéu pra trás, daqui a pouco ele volta lá pra pegar. Tá rolando perseguição de moto. Eles estão fugindo. O tempo tá passando. Ele não vai voltar pra pegar o chapéu. O chapéu ficou pra trás. O chapéu já era. Indiana Jones está sem chapéu.

...

PODE PARAR TUDO AGORA!! Quem foi que escreveu a maldita cena em que o Indiana Jones coloca o chapéu na cabeça de outro cara, sem mais nem menos, esquece e deixa pra lá e tchau?! QUEM?! Ah não, a partir daí o filme foi pro saco. Minha empolgação virou revolta profunda. Toupeiras em computação gráfica, tudo bem. Russos que tentam ler mentes, eu toléro. Explosão nuclear, beleza, tá tudo certo. Mas perder o chapéu não. NÃO PODE! Pior que isso, só se tivessem alienígenas no filme.

PeruNa cena seguinte, Indiana e Mutts estão no Peru (onde toca música mexicana), procurando pistas da caveira de cristal. E quem está lá com eles? O chapéu! Como ele foi parar ali? Não se sabe! Ótimo, parabéns para o continuista e para o roteirista, que provavelmente pensaram "puxa, ninguém vai reparar que ele perdeu o chapéu e agora voltou". Ah, você pode dizer que era outro chapéu de cor ligeiramente diferente, um pouquinho mais cinza. Agora, se alguém vai colocar outro chapéu no Indiana Jones, em uma cena onde ele perde o chapéu, é melhor que coloquem logo uma CARTOLA na cabeça dele, pra não deixar dúvidas! Ah não, revoltei geral.

Lá no Peru, o Mutts trouxe de avião sua moto de estimação. Ele estaciona na frente do hospício em que tinha ficado o Prof. Oxley, onde eles foram procurar pistas da caveira de cristal. A moto fica lá, nunca mais a vemos. O cara trouxe a moto lá da Inglaterra. De avião. Até o Peru. Estaciona lá e esquece. Ah, mas deve estar muito bem guardada agora, bem escondidinha, junto com o chapéu do Indiana Jones. Enfiada sabe onde, né? Então.

Aí eles enontram ali facilmente uma pista que diz exatamente onde está a caveira de cristal. Nem precisou de muita dedução, coisa de dois minutos e o Indiana sacou qual era a jogada. Esse é o cara! Então, à noite, eles vão até umas ruínas astecas. De repente são atacados por crianças (ou pigmeus?) alucinadas que mais parecem bichos! Vou te falar que fiquei assustado, essas crianças usando máscaras de caveira ficaram realmente legais, a luta foi emocionante, e o Indy resolveu a parada quando assoprou o dardo venenoso na garganta da criança. A outra fugiu. Ei, isso foi meio fácil. O que essas crianças faziam ali? Bom, provavelmente eram guardiões da caveira, com certeza o filme vai explicar mais tarde. Claro.

Indiana & MuttAí o Indiana entra nas ruínas, segue as pegadas do Prof. Oxley no chão e pega a caveira. Simples assim. Ela tem o crânio meio alongado, parece ser de um... alienígena. Não, mas o Dr. Jones tranquiliza, dizendo que era costume dos povos antigos amarrarem os crânios das crianças, para que eles crescessem alongados. Ufa! Depois, Mutt e Indy saem e vão embora. Ué, cadê armadilhas, aparatos antigos, piso que afunda, flechas que saem das paredes, facas...? Nada? Estranho. Acabou o filme então, né? Ah, os russos estão esperando pelos dois na saída, foram levados até ali pelo Mac, o amigo do Indy do começo do filme. Ele era traidor. Na real, esse Mac é um bom ator (o mesmo cara que fez o Beowulf) mas em nenhum momento ele demonstrou uma ligação profunda com o Indiana. Não pareciam amigos. Então, não foi nenhuma surpresa ele ser traidor, eu já esperava. Só não esperava ficar sem saber o que diabos estavam fazendo ali aquelas duas crianças com máscara de caveira. Estou sem saber até agora.

[continua...]

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